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Strive adquire Semler Scientific e ganha relevo em bitcoins

A Strive, uma empresa americana que recentemente mudou seu foco para o mundo do Bitcoin, anunciou nesta terça-feira que comprou a Semler Scientific. Essa última já tinha um estoque considerável, com 5.048 bitcoins. Com essa aquisição, a Strive, que antes possuía 7.749 bitcoins, agora tem um total de 12.797 bitcoins, ganhando uma posição de destaque no ranking das companhias públicas com mais Bitcoin no caixa.

Essa movimentação acontece em um cenário em que instituições continuam a investir na criptomoeda, mesmo após as oscilações de preços que ocorreram em outubro. A ação da Strive é um exemplo disso, junto com outras compras expressivas, como as realizadas pela Strategy. A compra foi oficialmente anunciada hoje, após os acionistas da Semler darem seu aval.

Após essa fusão, a Strive ultrapassa grandes nomes, como a Block de Jack Dorsey e a Tesla de Elon Musk, ocupando um lugar notável no mercado de Bitcoin. É interessante notar como as empresas estão se movimentando nesse espaço, com a Strive mostrando uma forte estratégia de crescimento.

Matt Cole, CEO da Strive, expressou seu orgulho e comentou sobre a importância dessa aquisição para os acionistas de ambas as empresas. Ele destacou que a união vai potencializar o rendimento em Bitcoin da Strive, estipulando que deverá ultrapassar 15% no primeiro trimestre de 2026. Essa movimentação sugere uma nova tendência no mercado, onde ter o Bitcoin como um referencial de rendimento está se tornando cada vez mais relevante.

### A Corrida pelo Bitcoin: Um Novo Cenário

Informações da Bitcoin Treasuries revelam que existem atualmente 193 empresas públicas que detêm Bitcoin. Algumas delas são dedicadas exclusivamente a acumular a criptomoeda, enquanto outras têm uma abordagem mais diversificada, mantendo um certo nível de exposição ao ativo.

A compra da Semler pela Strive pode indicar um novo padrão no mercado — um possível “canibalismo” entre as empresas de Bitcoin. Isso acontece especialmente com aquelas que não conseguem manter um valor mínimo de capitalização, o chamado mNAV, acima de 1. Essa mudança pode sinalizar uma estratégia diferente, onde, em vez de comprar bitcoins a partir do mercado, empresas estão optando por adquirir moedas já mantidas em reservas corporativas.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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